Saturday, August 21, 2010

Realidade...




Soneto da Desesperança

De não poder viver sua esperança
Transformou-a em estátua e deu-lhe um nicho
Secreto, onde ao sabor do seu capricho
Fugisse a vê-la como uma criança.

Tão cauteloso fez-se em seus cuidados
De não mostrá-la ao mundo, que a queria
Que por zelo demais, ficaram um dia
Irremediavelmente separados.

Mas eram tais os seus ciúmes dela
Tão grande a dor de não poder vivê-la,
Que em desespero, resolveu-se: - Mato-a!

E foi assim que triste como um bicho
Uma noite subiu até o nicho
E abriu o coração diante da estátua.

(Vinicius de Moraes)

Em tais palavras me vejo e nao em morte fisica mas em sentimentos.

As grandes perdas, as grandes palavras e as grandes acoes. As feitas e ditas assim como as nao feitas e as nao ditas.

A saudade fica, do que foi passado e do que estaria por vir.

Uma grande decisao.

Nao existe um meio termo.

A dor e inevitavel... o sofrimento e opcional.

Nao adianta buscar nas atitudes de outro desculpas pras proprias atitudes.

Nao adianta buscar algo onde talvez nao va encontrar.

A cada um segue um caminho, e que a felicidade sempre esteja presente.

Fique com Deus. E que tenha sempre uma boa noite e bons sonhos.


Boa noite!


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